ISSN 2594-3626
18º Seminário de Energia, Utilidades e Transição Energética — Vol. 18 , num. 18 (1996)
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Abstract
O conceito de cogeração de eletricidade e vapor, conhecido há muitas décadas, é a forma mais geral de geração térmica de energia. A cogeração tomou um grande impulso a nível mundial após a década de 1970 e, pelo menos no caso dos EUA, o grande motivador foi uma legislação que, em 1978, criou boas condições para que os cogeradores vendessem, a preços justos, energia elétrica à rede. É interessante notar que, embora um grande número das vantagens e ações que se poderia tomar para fortalecer a cogeração no Brasil sejam apontadas em muitos artigos, desde os anos 80 (a referência [8] é um dos mais completos), apenas um número relativamente pequeno de empresas tem se beneficiado das boas oportunidades. Esta têm feito uma avaliação positiva. Embora aspectos como a disponibilidade, preço e garantia de combustíveis, além do tipo de demanda energética da indústria sejam fatores de grande relevância, o fator preponderante na escolha de soluções tem sido a legislação. Ao tornar clara a possibilidade de vender excedentes elétricos com remuneração satisfatória e disponibilizar a compra de energia à rede, pode-se criar condições para uma saudável contribuição de auto-produtores e produtores independentes na expansão da rede elétrica e com eficiências energéticas elevadas. Neste trabalho procura-se ampliar a divulgação de conceitos e resultados que têm sido obtidos com a cogeração no Brasil e no Mundo, em particular os aspectos econômicos, e chamar a atenção para pontos a considerar na regulamentação da legislação sobre a produção de energia elétrica, em particular os que decorrerão da Lei 9074 de julho de 1995.
O conceito de cogeração de eletricidade e vapor, conhecido há muitas décadas, é a forma mais geral de geração térmica de energia. A cogeração tomou um grande impulso a nível mundial após a década de 1970 e, pelo menos no caso dos EUA, o grande motivador foi uma legislação que, em 1978, criou boas condições para que os cogeradores vendessem, a preços justos, energia elétrica à rede. É interessante notar que, embora um grande número das vantagens e ações que se poderia tomar para fortalecer a cogeração no Brasil sejam apontadas em muitos artigos, desde os anos 80 (a referência [8] é um dos mais completos), apenas um número relativamente pequeno de empresas tem se beneficiado das boas oportunidades. Esta têm feito uma avaliação positiva. Embora aspectos como a disponibilidade, preço e garantia de combustíveis, além do tipo de demanda energética da indústria sejam fatores de grande relevância, o fator preponderante na escolha de soluções tem sido a legislação. Ao tornar clara a possibilidade de vender excedentes elétricos com remuneração satisfatória e disponibilizar a compra de energia à rede, pode-se criar condições para uma saudável contribuição de auto-produtores e produtores independentes na expansão da rede elétrica e com eficiências energéticas elevadas. Neste trabalho procura-se ampliar a divulgação de conceitos e resultados que têm sido obtidos com a cogeração no Brasil e no Mundo, em particular os aspectos econômicos, e chamar a atenção para pontos a considerar na regulamentação da legislação sobre a produção de energia elétrica, em particular os que decorrerão da Lei 9074 de julho de 1995.
Keywords
Cogeração, Preços, Viabilidade, Energia elétrica, Vapor
Cogeração, Preços, Viabilidade, Energia elétrica, Vapor
How to cite
Costa, Sergio Feitoza; Vieira, Leonardo dos Santos Reis.
A COGERAÇÃO E SUA ATRATIVIDADE FACE AOS PREÇOS DE COMPRA E VENDA DE ELETRICIDADE E VAPOR,
p. 91-104.
In: 18º Seminário de Energia, Utilidades e Transição Energética,
Porto Alegre - RS,
1996.
ISSN: 2594-3626, DOI 10.5151/2594-3626-18Energia-91-104